Tecnologias no varejo: as tendências que prometem revolucionar

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Tecnologia

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Virtueyes

26/06/2018

A inovação impacta quase todos os setores, o que torna difícil identificar quais indústrias que não foram afetadas por ela. O caso do varejo não é diferente ? o setor é diretamente afetado pelas novas tecnologias, ainda mais levando em consideração o volume de transações feitas diariamente no mundo.

Os avanços da tecnologia, o crescimento do comércio eletrônico e o aumento do uso de redes sociais afetaram de forma irreversível a prática do varejo. Segundo Edmar Bulla, CEO da Croma Marketing Solutions, essas mudanças não só obrigaram os varejistas a reavaliarem práticas que faziam parte do mercado há anos, como também alteraram o comportamento do consumidor e modificaram as relações de compra e consumo. A mudança foi tão significativa que, segundo a pesquisa High-Tech Retail, mais de 50% dos consumidores consideram que as tecnologias serão úteis no momento da compra. De acordo com o levantamento, 46% das pessoas pretendem experimentar a visualização 3D, 39% a realidade virtual e 30% os novos meios de pagamentos.

De acordo com Edmar Bulla, um dos aspectos mais importante que influenciam a adesão dessas tecnologias é a possibilidade de ser mais independente. ?O ser humano passa a ser cada vez mais independente e autoral naquilo que ele faz. Por isso, ele busca tecnologias que possam reverberar e se adequar a esse novo comportamento?, defende o CEO da Croma.

Por que adotar tecnologia no varejo?


O que esperar do setor varejista no futuro?


Autoatendimento


O que fazer diante desse cenário?


Um convite


A adesão de tecnologia no varejo traz vantagens tanto para os próprios varejistas, que otimizarão seus investimentos, quanto para os consumidores, que terão acesso a mais pontos de contato com as marcas. Mas é preciso tomar cuidado na hora de inovar. ?Muitas redes inovam pensando em si, mas quem paga a conta é o shopper. Não adianta ter uma tecnologia se o cliente precisa de quatro, e também não adianta eu ter quatro se ele não precisa de nenhuma. O ideal é focar no shopper para inovar de uma maneira que se adeque ao comportamento humano?, afirma Bulla.

Devido a essas mudanças, o modelo de varejo tradicional está perdendo cada vez mais seu espaço no mercado. Frente a esse cenário, a Tesco, uma multinacional varejista britânica de 96 anos que estava disposta a se tornar a maior rede de supermercados da Coreia do Sul, uniu oportunidade e tecnologia na criação de uma solução inovadora.

O consumidor coreano era bem diferente dos britânicos e, por isso, a marca precisou entender melhor o seu público-alvo. Eis o que a Tesco descobriu: a Coreia do Sul é um país que tem uma alta média de horas trabalhadas por ano ? cerca de 2.193 horas. Além disso, a varejista percebeu, durante sua análise de público, que os coreanos passam um tempo considerável em transportes públicos. Com isso em mente, a rede optou por testar uma iniciativa que transformava as paredes do metrô em lojas virtuais. A partir de um QR code, qualquer pessoa poderia usar seu celular para fazer compras. Em seguida, os produtos eram enviados para a casa do próprio consumidor.

O modelo deu resultado: a solução garantiu um aumento de 130% nas vendas virtuais da Tesco no país e a transformou na líder do segmento online na Coreia do Sul. Além disso, as vendas das lojas físicas também foram impactadas pela adoção da tecnologia, apresentando um grande crescimento comparado aos números obtidos antes do novo modelo.

O Walmart, maior varejista do mundo, também está entre aqueles que já começaram a explorar soluções disruptivas. Segundo o relatório da IDC, a empresa gastou mais de US$ 10 bilhões em investimentos de tecnologia da informação em 2015 (antes mesmo de focar no digital!), ficando em primeiro lugar na lista dos maiores gastadores de TI do mundo. Mas casos como esses ainda são exceções. Muitos varejistas ainda estão lutando para atender às expectativas e demandas de uma base de clientes cada vez mais digital mas, apesar do esforço, estão ficando para trás.

Soluções disruptivas aparecem a todo instante e a tendência é que tecnologias como realidade aumentada, impressão 3D, autoatendimento e inteligência artificial façam cada vez mais parte do dia a dia dos consumidores do futuro.

Segundo o estudo High-Tech Retail, 60,4% dos brasileiros realizarão compras utilizando tecnologias de autoatendimento nos próximos três anos. O dado revela como os hábitos dos consumidores estão mudando no Brasil, acompanhando o que acontece no mundo. O autoatendimento ganha força devido aos consumidores do futuro, que possuem um mindset mais adequado às diferentes interfaces tecnológicas e que, nos próximos três anos, representarão uma parte significativa da população economicamente ativa. Diante desse novo perfil do cliente, a busca por um atendimento interativo e com mais liberdade aumentará a cada dia.

De acordo com o CEO do Walmart.com, o autoatendimento vai ser inevitável no Brasil. ?Hoje ainda é muito complicado para as pessoas fazer seu próprio checkout numa loja. Mas daqui uns anos esse tipo de tecnologia vai ser muito simples. O consumidor vai conseguir mapear a loja, falar com o computador e até resolver possíveis problemas?, diz Paulo Sérgio, CEO do Walmart.com.

Pensando nisso, a Megasul Sistemas criou uma solução de Self-Checkout para implantar o autoatendimento em estabelecimentos varejistas. A tecnologia proporciona, além de uma experiência de compra única, mais agilidade, segurança e praticidade aos consumidores. Para os varejistas, a solução é um meio mais seguro pois apresenta um monitoramento de supervisão que evita fraude e roubo, e pode, consequentemente, reduzir os custos operacionais.

No Brasil, o Self-Checkout da Megasul já está em operação desde julho do ano passado na cidade de Blumenau. O sistema, que possui uma interface intuitiva, apresenta as instruções de utilização na tela e por áudio em diferentes idiomas. Segundo a Megasul, a previsão é que essa tecnologia otimize o processo de compras em até 30%.

A maneira como as pessoas consomem, atualmente, está mudando de forma rápida. O crescimento do e-commerce, em conjunto com o novo comportamento do consumidor e com a chegada dessas tecnologias, obriga varejistas que estão na vanguarda do setor há anos a transformarem seus modelos de negócio. Mas não só ele. É necessário que grandes empresas, frente a esse cenário exponencial, mudem seu mindset e inovem cada dia mais para se manterem competitivas.

É essencial que empresas se adaptem às mudanças dessa nova era, mas não existe uma fórmula pronta para tal. Para Paulo Sérgio Silva, esse é o grande desafio. O sabemos é: independente da tecnologia, a corrida pela inovação no varejo é acirrada. Segundo o CEO do Walmart.com, o varejista que adotar mais rapidamente essas tendências e pensar de um modo mais digital, estará melhor posicionado e será a corporação com mais chance de capitalizar essa nova relação com o consumidor.

Ou seja, para aqueles que decidirem seguir o caminho da inovação e se reinventar, cabe o contínuo monitoramento de hábitos e atitudes do consumidor a fim de buscar soluções capazes de gerar a sustentabilidade do negócio. Porém, aqueles que ignorarem as tendências que estão surgindo, segundo Paulo Sérgio, terão que lidar com um grande problema pela frente.

Não há dúvidas que o varejo está mudando. Temos escritórios nas duas regiões que estão na vanguarda dessas mudanças, o Vale do Silício e a China. As mudanças que estão acontecendo por lá são inacreditáveis e vão moldar o futuro ao longo dos próximos anos.

Vamos falar disso e de outras tecnologias em um evento exclusivo em São Paulo, onde vamos apresentar o futuro do segmento para o Brasil. Estes temas que serão debatidos na VarejoTech Conference 2018, a maior conferência sobre tecnologias para o varejo e e-commerce já feita no Brasil. Gigantes do varejo e Startups do setor apresentarão suas estratégias para vender de forma inovadora aumentando ainda mais a CONVERSÃO e FIDELIZAÇÃO dos seus clientes.

Para saber mais sobre a VarejoTech Conference, acesse o site oficial do programa.

Fonte: Startse