
Saber onde um veículo está é importante, mas para muitas operações, a localização sozinha já não é suficiente. Empresas que trabalham com transporte, logística, distribuição, prestação de serviços ou qualquer atividade que dependa de uma frota precisam acompanhar também como os veículos estão sendo utilizados, o comportamento dos motoristas, os eventos ocorridos ao longo do percurso e uma série de indicadores capazes de impactar custos, segurança e produtividade.
Por isso, o rastreamento e telemetria aparecem como duas tecnologias fundamentais. Embora estejam frequentemente presentes em uma mesma solução e até sejam utilizadas como sinônimos, elas cumprem funções diferentes.
O rastreamento veicular mostra principalmente onde o veículo está e por onde passou. Já a telemetria veicular coleta informações sobre como esse veículo está sendo utilizado e seu comportamento operacional.
Quando as duas tecnologias estão combinadas, a empresa deixa de acompanhar apenas a localização da frota e passa a construir uma visão muito mais completa da operação.
Neste conteúdo, vamos explicar a diferença entre rastreamento veicular e telemetria, como cada tecnologia funciona, quais informações podem ser coletadas e por que a integração entre rastreamento, telemetria e conectividade IoT se tornou estratégica para uma gestão de frotas mais inteligente.
A principal diferença entre rastreamento e telemetria está no tipo de informação que cada tecnologia oferece.
O rastreamento veicular está relacionado principalmente à localização do veículo. Por meio de tecnologias de posicionamento, como GPS, é possível identificar onde o ativo está, acompanhar seu deslocamento, consultar rotas percorridas e visualizar eventos relacionados à movimentação.
Já a telemetria veicular amplia essa visão ao coletar dados sobre o funcionamento e a utilização do veículo. Dependendo do equipamento, dos sensores disponíveis e das integrações realizadas, a telemetria pode acompanhar informações como velocidade, acelerações, frenagens, quilometragem, tempo de motor ligado, consumo de combustível, temperatura, comportamento do motorista e outros indicadores operacionais. Ou seja, o rastreamento responde: onde o veículo está? E a telemetria: como esse veículo está sendo utilizado?
As duas tecnologias, portanto, não competem entre si, elas são complementares. É justamente a combinação entre localização, dados operacionais, conectividade e plataformas digitais que está transformando o rastreamento tradicional em um modelo mais inteligente e orientado por dados.
No conteúdo sobre rastreamento inteligente: conectividade para veículos, cargas e ativos, explicamos como essa evolução permite que empresas acompanhem não apenas um ponto no mapa, mas também eventos, histórico, status e informações relevantes sobre toda a operação.
O rastreamento veicular é uma tecnologia utilizada para identificar e acompanhar a localização e a movimentação de veículos.
Normalmente, um rastreador instalado no veículo utiliza sistemas de posicionamento por satélite, como o GPS, para determinar suas coordenadas. Essas informações são então transmitidas por uma rede de comunicação até uma plataforma de rastreamento.
É nessa plataforma que o gestor consegue visualizar o veículo em um mapa, consultar seu histórico de deslocamento e configurar diferentes regras e alertas. Dependendo da solução utilizada, o rastreamento pode fornecer informações como:
Por isso, o rastreamento de veículos é amplamente utilizado em transportadoras, empresas de logística, locadoras, prestadores de serviços, empresas de segurança, operações de entrega e organizações que precisam acompanhar ativos distribuídos geograficamente.
A Virtueyes possui, por exemplo, soluções específicas de conectividade IoT para transporte e rastreamento, voltada a operações que precisam manter dispositivos conectados durante o deslocamento e garantir visibilidade sobre ativos em campo.
Telemetria significa medição realizada a distância. E, no contexto automotivo, a telemetria veicular é a tecnologia utilizada para coletar informações de um veículo e transmiti-las para um sistema capaz de armazenar, organizar e analisar esses dados.
Enquanto o rastreamento concentra-se principalmente na localização e movimentação, a telemetria consegue fornecer uma visão muito mais detalhada sobre o comportamento do veículo e da operação.
Entre os dados que podem ser acompanhados estão:
A quantidade e a profundidade dos dados disponíveis dependem da tecnologia utilizada, da arquitetura do veículo, do equipamento de telemetria e das integrações existentes.
Já falamos especificamente sobre esse assunto no conteúdo Telemetria Veicular: como esta tecnologia pode ajudar o gestor de frotas, que aprofunda como essas informações podem ser utilizadas para identificar oportunidades de otimização dentro da operação.
Essa é simples: não são. Embora possam fazer parte do mesmo sistema, rastreamento e telemetria possuem objetivos diferentes.
O rastreamento está relacionado prioritariamente à posição e movimentação do veículo. A telemetria está relacionada à medição e ao acompanhamento de dados operacionais.
Imagine, por exemplo, que uma empresa tenha um caminhão realizando uma rota entre duas cidades. Com o rastreamento, o gestor pode descobrir:
Já com a telemetria, ele poderá descobrir:
Quando essas informações são combinadas, o gestor consegue entender não apenas onde algo aconteceu, mas também como e em quais condições aconteceu. Essa é uma das principais razões pelas quais rastreamento e telemetria são cada vez mais utilizados de forma integrada.
Uma operação moderna de gestão de frotas pode ser entendida por meio de algumas camadas tecnológicas.
A primeira é a coleta das informações. O rastreador, dispositivo de telemetria ou equipamento embarcado identifica a localização do veículo e coleta os dados disponíveis.
A segunda camada é a conectividade. Os dados precisam sair do veículo e chegar até uma plataforma. Para isso, dispositivos de rastreamento normalmente utilizam conectividade IoT/M2M.
A terceira camada é a plataforma. É nela que os dados recebidos são organizados e apresentados para operadores e gestores, permitindo consultas, análises, alertas, relatórios e automatizações.
Quando rastreamento e telemetria trabalham juntos, essas camadas permitem transformar milhares de dados gerados pela frota em informações úteis para a tomada de decisão.
Um gestor pode, por exemplo, identificar que determinado veículo chegou atrasado a um destino. O rastreamento mostra o trajeto realizado e a telemetria pode ajudar a entender se houve excesso de tempo parado, condução inadequada ou algum comportamento operacional fora do esperado.
A tecnologia deixa, assim, de responder apenas “onde está minha frota?” e começa a responder “o que está acontecendo com minha operação?”.
Separadamente, as duas tecnologias já oferecem informações relevantes. Integradas, entregam um contexto muito mais completo sobre a frota. Entre os principais benefícios estão:
Mais visibilidade sobre a operação: O rastreamento informa a posição dos ativos enquanto a telemetria acrescenta informações sobre o comportamento e as condições de utilização.
Decisões baseadas em dados: Em vez de depender apenas de percepções, gestores conseguem consultar históricos e indicadores objetivos da operação.
Identificação de desvios: Com parâmetros previamente estabelecidos, é possível encontrar comportamentos, trajetos ou eventos fora do padrão esperado.
Maior controle da frota: Localização, histórico, telemetria, motoristas e eventos podem ser centralizados em plataformas de gestão.
Eficiência operacional: A análise conjunta dos dados pode contribuir para identificar oportunidades relacionadas a rotas, utilização dos veículos, tempos de parada, condução e processos.
Escalabilidade: À medida que a frota cresce, automatizar coleta e análise de dados torna-se essencial para manter a capacidade de gestão.
Um rastreador pode conseguir obter sua localização por GPS mesmo quando não existe conexão com uma rede móvel. No entanto, para que essa posição chegue em tempo real até a plataforma de rastreamento, é necessário existir um meio de comunicação.
E o mesmo acontece com a telemetria. O dispositivo pode coletar informações do veículo, mas esses dados precisam ser transmitidos para que sejam visualizados remotamente pelo gestor.
E nesse ponto a conectividade IoT assume um papel importante, porque ela funciona como a ponte entre o dispositivo instalado no veículo e os sistemas utilizados para monitorar a operação. Se essa comunicação é interrompida, pode ocorrer um intervalo entre o evento em campo e a visualização da informação na plataforma.
Por isso, para empresas que dependem de rastreamento em tempo real, a conectividade não deve ser analisada apenas como mais um componente do equipamento. Ela faz parte da disponibilidade do próprio serviço.
No artigo Como reduzir falhas de conectividade no rastreamento veicular e aumentar a disponibilidade da operação, mostramos como cobertura, tecnologia de rede, configuração dos dispositivos e gestão das conexões podem impactar diretamente a comunicação dos rastreadores.
Diferentemente de um equipamento instalado em um local fixo, um veículo pode atravessar bairros, cidades, rodovias, áreas rurais e diferentes regiões ao longo de um único dia.
A disponibilidade das redes móveis pode variar durante esse percurso e uma operadora que possui excelente cobertura em uma determinada região pode apresentar condições diferentes em outra.
Para operações de rastreamento e telemetria distribuídas, é necessário pensar não apenas no equipamento que coleta os dados, mas também na estratégia utilizada para mantê-lo conectado.
Dependendo da aplicação, soluções com diferentes alternativas de rede podem ampliar a flexibilidade operacional. A Família NEO de conectividade IoT oferece diferentes possibilidades de conectividade para dispositivos M2M e IoT, incluindo aplicações de rastreamento veicular.
Outra evolução está no uso do eSIM para rastreamento. Com o eSIM embarcado diretamente no equipamento, passa a existir a possibilidade de administrar perfis de conectividade de maneira mais flexível e reduzir processos relacionados à substituição física de SIM Cards.
É essa proposta que está presente no AIR Track, a solução da Virtueyes de rastreamento com eSIM embarcado, que combina dispositivo, conectividade e gestão em uma mesma arquitetura.
Essa pergunta parte de uma falsa escolha, porque para muitas operações, a questão não é decidir entre rastreamento ou telemetria, mas entender qual nível de informação o negócio precisa.
Se o principal objetivo é conhecer a localização de um veículo ou ativo, um sistema de rastreamento pode atender à necessidade. Se a empresa precisa compreender também a forma como os veículos estão sendo utilizados, acompanhar indicadores e analisar comportamentos operacionais, a telemetria passa a agregar novas informações.
Já quando existe uma operação mais complexa de gestão de frotas, combinar as duas tecnologias tende a oferecer uma visão significativamente mais completa. A escolha deve considerar fatores como:
Não existe, portanto, uma única configuração adequada para todas as empresas. O importante é começar pelas necessidades da operação e, a partir delas, definir equipamentos, conectividade, plataforma e integrações.
O rastreamento veicular continua sendo essencial para responder a uma das perguntas mais importantes de qualquer operação móvel: onde está meu veículo ou ativo?
Mas a transformação digital das frotas adicionou novas perguntas: Como o veículo está sendo utilizado? O que aconteceu ao longo daquela rota? Existem comportamentos fora do padrão? Como melhorar a operação? Como transformar todos esses dados em decisões melhores?
É justamente nesse cenário que rastreamento e telemetria se complementam. Enquanto o rastreamento entrega a visão de localização e deslocamento, a telemetria acrescenta informações operacionais capazes de contextualizar o que está acontecendo com o veículo.
Somadas a dispositivos conectados, plataformas de gestão e uma infraestrutura de conectividade IoT preparada para manter a comunicação entre campo e sistema, essas tecnologias criam uma base importante para uma gestão de frotas mais inteligente, previsível e escalável.
Para empresas que dependem de ativos em movimento, não basta apenas gerar dados, é necessário garantir que eles consigam chegar até quem precisa utilizá-los. É por isso que a conectividade se torna parte estratégica desse ecossistema.
Na Virtueyes, conectamos dispositivos, plataformas e operações por meio de soluções de conectividade IoT desenvolvidas para empresas de rastreamento, telemetria, logística e mobilidade.
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